Uma análise do filme “Ladrões de bicicleta” e de sua fotografia
A
tentativa de levar uma fotografia em local externo foi uma das mais inusitadas
propostas do Neo-realismo. Através de uma iluminação natural e de imagens
acinzentadas, o movimento preza pelo mundo real, sem o consentimento dos
efeitos especiais e pela retirada da percepção da montagem.
Não
diferente disso, “Ladrões de bicicleta”, conta a história de um homem
pobre que persegue o sujeito que roubou sua bicicleta. Pra aderir de forma
coerente à realidade, o filme faz uso extremo da naturalidade, através dos
planos – recorrência de planos gerais, muitos planos médios e ângulos visuais
que outrora não eram fomentados como estética primordial e singular -, do olhar
do protagonista e de sua trajetória. Seus enquadramentos
valorizam não só os personagens, mas também as locações, que emitem mensagens
tanto quanto os diálogos.
A
paisagem do filme acompanha o protagonista, tornando-o o intercessor, o mestre
que guia e quase formata os
outros, criando a atmosfera
vigente. Somos levados por seu olhar, sua intriga. Hoje, muitos críticos e cinéfilos contemplam uma
obra que passara por tantas dificuldades de produção. Vemos as características
estéticas de “Ladrões de bicicleta” sendo usufruída por tantos outros homens na
história da cinematografia, fazendo desse filme uma das grandes obras
cinematográficas.

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