segunda-feira, 23 de maio de 2016

 Uma análise do filme “Ladrões de bicicleta” e de sua fotografia

A tentativa de levar uma fotografia em local externo foi uma das mais inusitadas propostas do Neo-realismo. Através de uma iluminação natural e de imagens acinzentadas, o movimento preza pelo mundo real, sem o consentimento dos efeitos especiais e pela retirada da percepção da montagem. 
Não diferente disso, “Ladrões de bicicleta”, conta a história de um homem pobre que persegue o sujeito que roubou sua bicicleta. Pra aderir de forma coerente à realidade, o filme faz uso extremo da naturalidade, através dos planos – recorrência de planos gerais, muitos planos médios e ângulos visuais que outrora não eram fomentados como estética primordial e singular -, do olhar do protagonista e de sua trajetória. Seus enquadramentos valorizam não só os personagens, mas também as locações, que emitem mensagens tanto quanto os diálogos.

A paisagem do filme acompanha o protagonista, tornando-o o intercessor, o mestre que guia e quase  formata  os  outros,  criando a atmosfera vigente. Somos levados por seu olhar, sua intriga. Hoje, muitos críticos e cinéfilos contemplam uma obra que passara por tantas dificuldades de produção. Vemos as características estéticas de “Ladrões de bicicleta” sendo usufruída por tantos outros homens na história da cinematografia, fazendo desse filme uma das grandes obras cinematográficas. 












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